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Paulista - 2019


Hudson exalta Jardine e revela europeus que inspiram o São Paulo de 2019

Volante tem sido o capitão do Tricolor enquanto Hernanes não volta a jogar - Marcello Zambrana/AGIF
Volante tem sido o capitão do Tricolor enquanto Hernanes não volta a jogar Imagem: Marcello Zambrana/AGIF

Bruno Grossi

Do UOL, em São Paulo

31/01/2019 04h00

A derrota por 2 a 0 para o Santos no último domingo (27) pode ter sido um baque, mas no São Paulo há confiança de que o trabalho de André Jardine está em um bom caminho. É o que pensa o volante Hudson, que segue vestindo a braçadeira de capitão enquanto Hernanes não retorna e aposta em uma temporada marcada pelo Tricolor brigando por títulos.

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"A gente começa a sentir a diferença no dia a dia, no trabalho. Somos muito cobrados por títulos, mas precisamos subir degrau por degrau para conseguir os objetivos finais lá na frente, que são os títulos. E o Jardine já vai conseguindo implementar algumas coisas, padrão tático, ideia de jogo. Ainda temos muito a melhorar, é claro, mas temos um caminho", disse o camisa 25, em entrevista ao UOL Esporte.

Nesta quinta-feira, o São Paulo de 2019 terá mais uma chance de mostrar sua nova cara. A equipe enfrenta o Guarani, às 21h no Pacaembu, pela quarta rodada do Campeonato Paulista. Esse novo estilo conseguiu se sobressair nos jogos contra Mirassol e Novorizontino, mas ficou um pouco de lado contra o Santos. Para Hudson, é sinal de um processo de adaptação.

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"Essa forma de jogar é muito diferente do que o time tinha no ano passado, então vai ser uma adaptação complicada, apesar de já estarmos aprendendo bem", avisa o volante, que neste bate-papo revelou ainda que Jardine tem exibido vídeos de clubes europeus para ajudar os atletas a entenderem melhor seus princípios.

Veja a entrevista completa a seguir:

O que você já sente de diferença entre o ano passado e a temporada atual?
Jardine reforçou a comissão técnica. A diretoria foi muito feliz na escolha dos membros da comissão, tanto quem fica no campo como quem cuida da análise de desempenho, algo muito importante hoje em dia no futebol. E também pelos reforços que vieram, jogadores que se destacaram e vieram para deixar o elenco, que no ano passado não era tão recheado, ficar mais forte. Principalmente pelo Hernanes, pela experiência, por ser ídolo. Somos um São Paulo mais forte e preparado.

O time começou o Paulistão sem Hernanes e conseguiu vitórias. O que isso significa para a equipe?
Precisamos de um bom elenco, para que quando um ou dois jogadores saírem, o time não sinta. Nenê tem jogado no lugar do Hernanes e não tivemos uma grande perda. Mudam as características, mas o time segue forte. Isso é importante para o São Paulo brigar em cima em todo campeonato. A qualidade do Hernanes com a força do grupo é o que nos deixará forte.

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Por que vocês confiam tanto no trabalho de Jardine? Pablo chegou a falar em ideias "fantásticas"...
Ele se espelha nas melhores equipes do mundo, que têm o domínio do jogo, que propõem o jogo e são líderes de seus campeonatos. É esse padrão que ele busca e isso nos traz um conforto, saber que temos uma direção. Ele cobra treinos intensos, é bom, mas precisa de tempo como todos. O dia a dia dele é muito bom, por mais jovem e inexperiente que possa ser. E já consegue implantar muita coisa boa.

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Quais são essas equipes que ele se inspira? Ele mostra lances desses times para explicar as ideias?
Ele explica e nas preleções ele deixa 15 minutos para mostrar essas equipes, para exemplificar uma jogada ofensiva, uma defensiva. Dentro de campo no treino é uma coisa, a visão de fora é outra. Ele se preocupa muito com isso e é muito bacana. Temos visto principalmente o Liverpool, tem o Barcelona, o Manchester City e o Napoli também. 

A saída de bola pelo chão ajuda, mas no começo do trabalho erros serão naturais. É preciso aproveitar o Paulistão para aprimorar isso?
É um risco calculado. Você tem uma zona em que você pode arriscar alguma coisa. E no comecinho vamos errar mais até pegar confiança. Mas é importantíssimo tentar. Tem que se movimentar, dar opção, tentar uma, duas vezes até conseguir. Só treinando e fazendo mais nos jogos é que as coisas vão se tornar automáticas e naturais.

Nos jogos em que o São Paulo conseguiu se impor, fez muitos gols, mas Jardine exaltou o comportamento defensivo do time. Por que ele fez isso e o quanto a ajuda dos atacantes na marcação pode pesar?
Tenho certeza que isso pode fazer a diferença. Ele frisa muito isso, que o time vencedor precisa de uma defesa sólida. E a defesa não é só feita por zagueiros, laterais e volantes. Ela precisa que os meias e atacantes ajudem. Toda boa defesa começa pela marcação no ataque. Ele tem pegado no pé dos meninos da frente para que se doem cada vez mais. Isso vai fazer com que a gente marque menos. Quanto mais rápido a gente recuperar a bola, menos vai correr atrás. E ter a bola com qualidade vai fazer o adversário cansar. Um time inteligente joga assim, com diagonais que são muito importantes para abrir o adversário.

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