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Diego Souza virou problema no Flu e hoje estreia como xodó do Botafogo

Bernardo Gentile e Leo Burlá

Do UOL no Rio de Janeiro

17/03/2019 04h00

Cria de Xerém, Diego Souza voltou ao Fluminense em 2016, mas o retorno não ocorreu como o esperado. Tanto que o Tricolor não queria mais o jogador após poucos meses de contrato. O atleta, por sua vez, também não se opôs em voltar ao Sport, clube pelo qual havia brilhado recentemente. Três anos depois e muitas histórias, ele reencontra o clube das Laranjeiras neste domingo, às 19h, no Maracanã, justamente no dia de sua sua estreia pelo Botafogo. Em General Severiano, o camisa 7 já virou xodó antes mesmo de entrar em campo.

Em sua chegada, foi recepcionado em sua apresentação na sede por quase 200 torcedores, cantou músicas da torcida, vestiu camisa do clube e boné de organizada. Teve direito ao pacote completo e parece ter recobrado um pouco do gás perdido durante passagem sem grande brilho pelo São Paulo.

"Vocês não têm noção do quanto isso aqui é importante. Isso aqui dá uma motivação fora do normal. E pode ter certeza que eu vou retribuir isso aqui dentro de campo. Retribuir o que vocês têm feito por mim aqui, isso é fantástico. Em sempre quis escutar essa música quando eu jogava contra. Jogava. Agora sou a favor e a favor para c...", disse ele antes de entoar o tradicional "Ninguém Cala".

O que se vê é um clima completamente oposto de quando Diego Souza deixou o Flu. Com o clube vivendo uma de suas piores crises políticas após a saída da Unimed, o dia a dia nas Laranjeiras era complicado e pesado. Jogadores não pareciam muito engajados e a equipe não correspondeu. Tanto que no fim de março, ou seja, três meses após o início da temporada, o Fluminense começou uma verdadeira reformulação no elenco, o que resultou também na saída de de Fred.

Diego Souza no Fluminense: retorno frustrado - Nelson Perez / Site oficial do Fluminense
Diego Souza no Fluminense: retorno frustrado
Imagem: Nelson Perez / Site oficial do Fluminense

Para piorar, o meia foi envolvido involuntariamente em uma confusão após sua saída do Tricolor. Uma troca de e-mails entre o clube e Eduardo Uram, agente de Diego, deu início a uma confusão sobre qual seria o percentual tricolor no negócio do Leão com os são-paulinos. As partes fizeram suas próprias interpretações jurídicas, mas prevaleceu o lado do Flu, que levou 50% dos R$ 10 milhões pagos pelos paulistas aos pernambucanos.

Diego voltou ao Recife e arrebentou em nova passagem pelo Sport. Voltou a ser convocado para a seleção brasileira e esteve próximo de disputar a Copa do Mundo de 2018. O problema é que ele caiu de rendimento no Morumbi e perdeu espaço com Tite.

Com sua quarta camisa entre os grandes cariocas, ele tenta recuperar o bom futebol com as suas novas cores. O clima é favorável para que o jogador possa jogar o que se espera. Tratado como ídolo pelos torcedores e referência pelos atletas, o camisa 7 pode experimentar o que o holandês Seedorf sentiu em General Severiano há poucos anos.

FLUMINENSE X BOTAFOGO

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro
Árbitro: Rodrigo Nunes de Sá
Auxiliares: Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa e Andréa Izaura Maffra Marcelino de Sá

Fluminense
Rodolfo; Gilberto (Ezequiel), Matheus Ferraz, Léo Santos, Caio Henrique; Airton (Allan), Bruno Silva, Ganso; Luciano, Everaldo e Yony González
Técnico: Fernando Diniz

Botafogo
Gatito Fernández; Marcinho, Marcelo Benevenuto, Gabriel e Jonathan; Bochecha (Jean), Cícero e Valencia; Erik, Gustavo Ferrareis e Diego Souza (Kieza)
Técnico: Zé Ricardo

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