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Técnico brasileiro relata drama e atleta que perdeu parentes em atentado

Fernando Lambert estava em Christchurch no momento dos ataques às mesquitas - Divulgação/Christchurch United
Fernando Lambert estava em Christchurch no momento dos ataques às mesquitas Imagem: Divulgação/Christchurch United

Do UOL, em São Paulo (SP)

17/03/2019 22h18

Técnico de futebol amador, Fernando Lambert viveu horas tensas na última sexta-feira (15). Morador de Christchurch, na Nova Zelândia, o profissional estava na cidade quando o australiano Brenton Tarrant, 28 anos, atacou duas mesquitas e promoveu um massacre no qual assassinou 50 pessoas. O brasileiro descreveu à TV Globo como reagiu ao ataque.

"A gente tinha saído de carro para buscar meus filhos na escola e leva-los para passear na cidade. Começamos na hora a receber mensagens na escola, dizendo que estava 'lockdown' [trancada para saídas e entradas]. Nenhum parente poderia buscar as crianças", relatou ao 'Fantástico'.

"Começamos a nos informar. Eu estava dirigindo e comecei a perceber que as ruas estavam fechadas, desviando o trânsito, não entendi muito bem. Graças a Deus, minha filha estava na casa de um amigo" contou o treinador de futebol, que vive há dois anos na cidade neozelandesa.

Ainda ao programa dominical da Globo, Fernando Lambert relatou que, após ser informado da segurança dos filhos, procurou sobre os atletas que comanda na cidade. As notícias, no entanto, não foram tão positivas.

"Tentava encontrar algum tipo de contato. Fiquei sabendo que um atleta meu saiu correndo com o pai, mas acabou perdendo primos, tios e mais parentes", lamentou o treinador de futebol ao citar um atleta do sub-17 que conhecia e estava presente em uma das mesquitas.

Fernando Lambert dirigiu o time Christchurch United e atualmente trabalha no Nomads United AFC.

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