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Comissão tenta aliviar pressão no Atlético-MG após tropeços na Libertadores

REUTERS/Andres Stapff
Imagem: REUTERS/Andres Stapff

Thiago Fernandes

Do UOL, em Belo Horizonte

18/03/2019 04h00

O técnico Levir Culpi e o auxiliar Luiz Matter têm trabalhado em conjunto com o intuito de aliviar a pressão sobre o elenco do Atlético-MG. Já classificado como líder para a fase de mata-mata do Campeonato Mineiro, o Galo amarga a lanterna do Grupo E na Libertadores.

Embora tenha a melhor campanha do Estadual, o time perdeu os dois primeiros jogos da fase de grupos do torneio continental e precisa de 100% de aproveitamento na reta final da competição para avançar às oitavas de final.

Os tropeços contra Cerro Porteño, em pleno Mineirão, e Nacional, em Montevidéu, fizeram o Atlético sofrer com pressão por parte da torcida. Fábio Santos, por exemplo, tem recebido vaias constantes em jogos da equipe. O lateral esquerdo foi cobrado desta forma na partida de ontem, diante do América-MG, pelo Campeonato Mineiro.

Outros dois alvos dos torcedores são Patric e Elias. No entanto, para poupá-los das críticas, Levir Culpi optou por colocá-los no banco de reservas. Guga e David Terans foram os escolhidos para as vagas abertas no plantel.

Em entrevista coletiva na tarde de ontem, ainda no Mineirão, o auxiliar técnico Luiz Matter reconheceu a pressão sobre os comandados de Levir Culpi.

"A pressão está muito mais de fora para dentro do que lá dentro. Vai depender do que acontecer ali fora. Ali dentro, a gente está bem focado, bem alinhado, mas isso faz parte do futebol. Às vezes, alguma pressão ajuda um pouco, porque quando você está bem soltinho, acaba tomando uma invertida. Não é tão fácil assim, acho que a gente está tendo sucesso. Planejamento está bom, contusões são poucas. O Réver, hoje, não foi uma contusão. Obviamente, uma pressão forte de fora é ruim, mas um pouquinho ajuda", declarou.