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'Moicano' prevê duelo 'explosão x cadência' contra Aldo em Fortaleza

Gaspar Bruno, no Rio de Janeiro (RJ)

Ag. Fight

30/01/2019 11h56

O Centro de Formação Olímpica do Nordeste será palco de grandes confrontos neste sábado (2). Dentre eles, destaca-se o duelo válido pela categoria dos pesos-penas (66 kg) entre Renato 'Moicano' e José Aldo. Com o maior desafio de sua carreira pela frente, o brasiliense, que considera o próximo adversário um ídolo, previu um combate de estilos de luta diferentes contra o 'Campeão do Povo'.

Durante conversa exclusiva com a Ag. Fight, Moicano analisou o seu plano de jogo e a postura mais agressiva de Aldo. De acordo com a revelação dos penas, quem impuser sua estratégia sairá vencedor. O confronto de brasileiros pode vir a definir o próximo desafiante ao cinturão - que hoje pertence ao americano Max Holloway.

"Eu enxergo ele com mais explosão, mais potência nos golpes. E eu mais cadenciando, tentando tirar proveito de bons golpes. E aí vamos ver o que vai sobressair: a explosão dele ou a minha cadência. Estamos fazendo um treinamento muito forte com relação a isso, e acredito que vou sair vencedor. Sei que todos falam isso, mas estou bem confiante e meu braço vai ser erguido no final", garantiu o brasiliense.

A prova de que Renato tem crédito com o UFC veio no final de 2018. No show liderado por Holloway e Brian Ortega, no Canadá, o brasileiro foi escalado para ser uma espécie de 'reserva de luxo' do confronto. No entanto, tanto o campeão quanto o desafiante bateram o peso normalmente e Moicano não precisou ser acionado. E nem poderia.

Isso porque o atleta da equipe American Top Team não conseguiu atingir a marca da divisão - 66 kg. Por mais incômoda que a situação possa parecer, o brasileiro afirmou que a falha na balança não abalou em nada a boa relação com o Ultimate. 'Moicano' ainda aproveitou para revelar o possível motivo que o fez não atingir o peso necessário para estar apto a lutar.

"Não, os caras (do UFC) estavam bem tranquilos. Porque é aquela coisa, eles queriam mesmo é que a luta (Ortega vs Holloway) acontecesse. Eles não queriam nem precisar de reserva. Acho que quando o Holloway bateu o peso, eles pensaram: 'P****, que bom'. Então aconteceu a luta que era para acontecer mesmo. Infelizmente eu não bati o peso. Mas não sofri nenhuma consequência com isso, porque não tinha luta nenhuma para fazer", garantiu Renato, antes de falar o porquê de não ter batido o limite da categoria dos penas.

"De repente foi até isso que me atrapalhou a não bater o peso, não ter um compromisso certo. Sabia que seria muito difícil de a luta cair, então parei ali (de cortar) antes de faltar um pound (450 g). Mas isso não afetou em nada (minha relação com o UFC). Afinal de contas, duas semanas depois disso, eles me ofereceram para lutar com o José Aldo em Fortaleza, em um co-main event. Se eles tivessem ficado chateados, nem essa oportunidade eles teriam me dado", concluiu a promessa de Brasília, em conversa com a Ag Fight.

Ao longo de sua trajetória como profissional, Renato acumulou 13 triunfos, um empate e apenas uma derrota - justamente para Brian Ortega, último desafiante ao cinturão. Caso conquiste uma vitória convincente contra José Aldo no UFC Fortaleza, Moicano tem boas chances de se credenciar para uma disputa de título em seguida.

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