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Acusado de racismo, árbitro planeja cobrar indenização de R$ 377 mil

Árbitro exige que lutador negro corte dreads para competir nos EUA - reprodução/South Jersey News
Árbitro exige que lutador negro corte dreads para competir nos EUA Imagem: reprodução/South Jersey News

Ag. Fight

19/03/2019 16h46

No fim de 2018, uma simples competição de wrestling escolar tomou proporções jamais imaginadas. Isso porque um dos atletas, Andrew Johnson, foi obrigado pelo árbitro a cortar seu cabelo estilo 'dreadlock' para poder lutar. O vídeo do jovem negro cabisbaixo ao ter sua cabeça raspada viralizou na época e gerou uma comoção total. Revoltados, os internautas acusaram o juiz responsável pelo duelo de racismo.

Desde o incidente, Alan Maloney não mediou mais nenhum confronto de wrestling - o que na visão do próprio é um absurdo.

De acordo com o árbitro, ele estava apenas cumprindo as regras estabelecidas pela Associação Atlética Interescolar do Estado de Nova Jersey, que supostamente indicam que o comprimento do cabelo de Andrew na época o impediria de competir.

No entanto, apesar de, teoricamente, estar com a razão, Maloney não obteve respaldo da entidade - o que o motivou, de acordo com o site 'TMZ Sports', a querer processar a Associação.

Por intermédio de uma carta para a Associação Atlética Interescolar do Estado de Nova Jersey, o juiz afirmou que pretende cobrar uma indenização de 100 mil dólares (R$ 377 mil) por difamação e danos morais.

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