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CAS aceita recurso do PSG e impede reabertura de processo pela Uefa

19/03/2019 15h50

(Atualiza com posicionamento da Uefa).

Paris, 19 mar (EFE).- A Corte Arbitral do Esporte (CAS) acatou nesta terça-feira o recurso do Paris Saint-Germain contra a reabertura, pela Uefa, de processo por déficit excessivo, após as contratações, em 2017, de Neymar e do francês Kylian Mbappé, o que desrespeitaria o Fair Play Financeiro da entidade.

O órgão despreza assim a decisão da Instância do Controle Financeiro dos Clubes (ICFC), que reabriu o expediente no dia 19 de setembro de 2018. De acordo com a CAS, o procedimento aconteceu fora do prazo previsto pela legislação vigente.

O tribunal de instrução do ICFC havia fechado o expediente contra o PSG no dia 13 de junho de 2018. Nove dias depois, houve pedido para que o caso fosse reexaminado em primeira instância, mas, até o dia 19 de setembro, essa solicitação não havia sido efetiva, superando assim o período legal de dez dias para recurso.

O Paris Saint-Germain havia entrado com recurso junto a CAS no dia 3 de outubro de 2018, solicitando que a reabertura do caso fosse anulada.

O clube da capital francesa, que é propriedade de um fundo proveniente do Catar, escapa assim da ameçada de uma punição pelos elevados gastos, já que pagou 222 milhões de euros (R$ 958,8 milhões, em valores atuais) por Neymar, e 180 milhões de euros (R$ 777,4 milhões) por Mbappé, os dois jogadores mais caros da história.

As despesas elevados foram alvo de ira de clubes adversários e até ligas nacionais, como a da Espanha, que acusavam o PSG de se beneficiar do dinheiro dado pelo emirado, o que iria contra as normas do Fair Play Financeiro.

Logo após a divulgação da decisão da CAS, a direção do Paris Saint-Germain emitiu um comunicado, em que se dizia satisfeita com o resultado do julgamento, o que permitiria "prosseguir, serenamente, com seu desenvolvimento".

"O clube reitera que sempre respeitou as regras e que se esforçou para responder, com calma e transparência, aos pedidos reiterados da Uefa e da ICFC", diz o texto.

A entidade continental, por sua vez, emitiu nota apontando ter recebido a decisão e tomado nota, para que sirva para futuros processos. A Uefa destaca ainda que a argumentação da CAS não coloca em dúvida o sistema do Fair Play Financeiro, nem os procedimentos da confederação. EFE

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