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Presidente da Conmebol defende aposta em expandir futebol sul-americano

19/03/2019 14h10

Assunção, 19 mar (EFE).- O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, defendeu nesta terça-feira, durante a cúpula dos técnicos das 32 equipes que disputam a fase de grupos da Libertadores, a sua aposta na expansão do futebol sul-americano e em promover as competições no mercado internacional.

Segundo o dirigente, desde a sua chegada ao cargo, em 2016, a competição passou por reestruturação, e isso se refletiu no aumento dos prêmios aos campeões, assim como a entrada de novas plataformas de transmissão de jogos, como o Facebook.

"É preciso fazer produtos que possam ser consumidos além das nossas fronteiras porque não faz sentido achar que é suficiente arrecadar dinheiro internamente quando há muito mais fora", declarou Domínguez após a reunião com os treinadores.

O presidente da Conmebol disse que todas essas mudanças têm como objetivo devolver à América do Sul o protagonismo no futebol internacional. Além disso, chamou de "vergonhoso" o fato de que nenhum país da América do Sul tenha se classificado para as semifinais da Copa do Mundo de 2010, na África do Sul.

"A diferença entre a Conmebol e a UEFA é que eles identificaram problemas e se anteciparam. Hoje, não somente estão à nossa frente em nível de seleções, mas também em nível de clubes", analisou.

Entre as virtudes do futebol sul-americano, destacou o processo que tem sido colocado em prática para garantir que os exames antidoping estejam presente em 100% das competições, incluindo o futsal e o futebol de praia.

Além disso, o dirigente elogiou o trabalho de redistribuição de renda que vem sendo feito pela Conmebol. Segundo ele, 87% do dinheiro destina-se ao futebol, enquanto 13% vai para outras áreas, como a arbitragem, a parte médica e os serviços jurídicos.

Domínguez também aproveitou o encontro para defender a renovação que vem sendo feita na organização durante os últimos três anos para recuperar a confiança após o escândalo de corrupção ocorrido na administração anterior. Em sua visão, a confederação funcionava como um "negócio pessoal, no qual não se discriminava uma conta corrente da organização de contas pessoais".

"O estatuto anterior foi feito sob medida para proteger os homens da instituição. Hoje, protege a instituição dos homens", salientou. EFE

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